Uma das críticas às universidades brasileiras feitas por especialistas em educação é seu baixo nível de docentes e estudantes estrangeiros. Se comparadas às melhores universidades do mundo, nosso percentual de professores e alunos internacionais é extremamente baixo. Esse fato impede as instituições nacionais de figurar no topo dos principais rankings mundiais. Afinal, a diversidade no ambiente acadêmico é um fator altamente valorizado.
Para mudar esse cenário, a palavra de ordem entre as principais escolas brasileiras é globalizar. Para isso, elas estão tentando atrair os estrangeiros professores e alunos para cá. Se esse projeto prosperar, quem sai ganhando é você. A diversidade de etnias e de formação oxigena o ambiente universitário, ampliando a troca de conhecimentos e a geração de novas ideias. Nos últimos anos, nossas escolas vêm melhorando em alguns parâmetros.
Já somos líderes em pesquisas na área agrícola e ampliamos a nossa participação mundial em publicações científi cas de 1,7% para 2,7% entre 2002 e 2008, o que nos colocou como o 13o país entre os que mais publicam trabalhos científi cos. Dinheiro também parece não faltar.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) deverá desembolsar 780 milhões de reais para o fomento da ciência e tecnologia, o dobro do montante previsto no orçamento do governo federal para este ano no estado paulista. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é uma das que lideram esse movimento de internacionalização. Após publicar três anúncios em revistas científi cas internacionais em 2009 e 2010, recebeu 220 currículos de cientistas estrangeiros interessados em vir para o Brasil.
Apenas 12 foram convidados a conhecer a universidade e quatro iniciam os trabalhos este ano como professores visitantes: um francês, um canadense, um cubano e um brasileiro que vivia nos Estados Unidos. A expectativa é ter ao menos 20 novos professores pesquisadores em 2011.
"A universidade é uma instituição sem fronteiras e, com mais pesquisadores e estudantes estrangeiros, nossos alunos passam a conviver com realidades de ensino diversas", diz Ronaldo Aloise Pilli, pró-reitor de pesquisa da Unicamp. A partir deste ano a instituição vai aplicar provas também em inglês nos seus concursos públicos, para dar chance a estrangeiros.
A Universidade de São Paulo (USP) tem assumido um posicionamento mais ativo nos últimos anos para ampliar a presença internacional em seus campi, mas considera que a legislação brasileira não ajuda muito nessa tarefa.
"As universidades públicas não têm autonomia para contratar sem concurso público e há restrições legais para fazer concursos para estrangeiros", diz Adnei Melges de Andrade, vice-reitor de relações internacionais da USP. A alternativa é ampliar os convênios internacionais de professor visitante.
Quanto à vinda de alunos de outros países, a universidade pretende triplicar em cinco anos o atual número de estudantes visitantes, que hoje é de 1 700 por ano. As intenções por trás desse projeto são elevar a qualidade do ensino, aumentar a quantidade e a qualidade das pesquisas e ampliar a reputação dessas instituições na comunidade acadêmica internacional.
http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/universidades-apostam-globalizacao-624441.shtml
Para mudar esse cenário, a palavra de ordem entre as principais escolas brasileiras é globalizar. Para isso, elas estão tentando atrair os estrangeiros professores e alunos para cá. Se esse projeto prosperar, quem sai ganhando é você. A diversidade de etnias e de formação oxigena o ambiente universitário, ampliando a troca de conhecimentos e a geração de novas ideias. Nos últimos anos, nossas escolas vêm melhorando em alguns parâmetros.
Já somos líderes em pesquisas na área agrícola e ampliamos a nossa participação mundial em publicações científi cas de 1,7% para 2,7% entre 2002 e 2008, o que nos colocou como o 13o país entre os que mais publicam trabalhos científi cos. Dinheiro também parece não faltar.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) deverá desembolsar 780 milhões de reais para o fomento da ciência e tecnologia, o dobro do montante previsto no orçamento do governo federal para este ano no estado paulista. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é uma das que lideram esse movimento de internacionalização. Após publicar três anúncios em revistas científi cas internacionais em 2009 e 2010, recebeu 220 currículos de cientistas estrangeiros interessados em vir para o Brasil.
Apenas 12 foram convidados a conhecer a universidade e quatro iniciam os trabalhos este ano como professores visitantes: um francês, um canadense, um cubano e um brasileiro que vivia nos Estados Unidos. A expectativa é ter ao menos 20 novos professores pesquisadores em 2011.
"A universidade é uma instituição sem fronteiras e, com mais pesquisadores e estudantes estrangeiros, nossos alunos passam a conviver com realidades de ensino diversas", diz Ronaldo Aloise Pilli, pró-reitor de pesquisa da Unicamp. A partir deste ano a instituição vai aplicar provas também em inglês nos seus concursos públicos, para dar chance a estrangeiros.
A Universidade de São Paulo (USP) tem assumido um posicionamento mais ativo nos últimos anos para ampliar a presença internacional em seus campi, mas considera que a legislação brasileira não ajuda muito nessa tarefa.
"As universidades públicas não têm autonomia para contratar sem concurso público e há restrições legais para fazer concursos para estrangeiros", diz Adnei Melges de Andrade, vice-reitor de relações internacionais da USP. A alternativa é ampliar os convênios internacionais de professor visitante.
Quanto à vinda de alunos de outros países, a universidade pretende triplicar em cinco anos o atual número de estudantes visitantes, que hoje é de 1 700 por ano. As intenções por trás desse projeto são elevar a qualidade do ensino, aumentar a quantidade e a qualidade das pesquisas e ampliar a reputação dessas instituições na comunidade acadêmica internacional.
http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/universidades-apostam-globalizacao-624441.shtml
15:55
Duciene

1 comentários:
A globalização nos trouxe a quebra de muitos paradigmas falsos, ou seja, barreiras sociais, econômicas e também educacionais. Desejar e buscar contatos com outras culturas é a prática do que se ensina dentro da maioria das Universidades atualmente. Pesquisas e relações são relevantes para estudantes, professores e todos os profissionais da área.
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