Essencial em qualquer empresa, a secretária executiva de hoje deixou para trás aquele perfil caricato da senhora que leva cafezinho para o chefe, atende telefonemas e digitaliza documentos, para exercer um perfil mais empreendedor e um papel fundamental no mercado de trabalho brasileiro. “Esse profissional deixou de ser basicamente auxiliar e submisso na execução de tarefas rotineiras e básicas, e passou a ser mais polivalente, multiprofissional no exercício da profissão e a ter um perfil mais empreendedor. Hoje, os secretários executivos acabam assessorando grandes executivos e diretores, e entram até, em funções estratégicas dentro da organização, como no planejamento e na execução de tarefas vitais para as empresas”, ilustra Alan Santos de Oliveira, professor e coordenador pedagógico do curso de secretariado executivo no Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM). Entretanto, Alan relata que desconhece muitos casos de profissionais formados com dificuldade de se colocar no mercado, pois além da possibilidade de atuarem em suas áreas, eles podem exercer funções em áreas correlatas, devido à formação multiprofissional, que abrange áreas como a financeira, administrativa, organização de eventos, entre outras.
Ter disposição para facilitar o andamento das rotinas de seu executivo, força de vontade, muita dedicação e paciência, além de gostar do que faz são qualidades que Fabri considera essenciais para a sua profissão, além, claro, da formação superior. Tecnicamente, Alan destaca os pontos principais na formação desse profissional: “é muito importante uma atualização constante na área de tecnologia e informática, de língua estrangeira - sobretudo inglês e espanhol, mas hoje se recomenda uma terceira língua, uma vez que o inglês e o espanhol já não satisfazem tanto as empresas que estabelecem relações com o mercado externo. Além disso, os conhecimentos em redação, língua portuguesa, gestão documental e ainda a questão da organização de eventos e cerimonial, são essenciais para o profissional de secretariado executivo”.
A secretária executiva da Pado, por sua vez, também considera importante o conhecimento em uma ou duas línguas, além do português, mas acredita que isso não é sinônimo de eficiência. “O mercado exige essas técnicas de um profissional executivo, porém, podemos ter excelentes profissionais com até mais de uma língua estrangeira fluente, mas que não têm aquele plus. Sempre falo para as meninas que trabalham comigo: não basta ter algumas qualificações técnicas, necessitamos ter foco e garra, e também muito jogo de cintura”, diz.
Segundo o professor e coordenador da UNIPAM, 90 a 95% dos seus estudantes são mulheres, entre 20 e 25 anos. Mas, apesar de ser uma profissão caracteristicamente feminina, Alan sempre contou com a participação masculina em suas turmas.
Dia da Secretária Executiva
Dia 30 de setembro é o dia da Secretária Executiva, e para esses profissionais, há muitos motivos para comemorar a data. “Meus alunos que já se formaram estão todos empregados e satisfeitos com a formação e os que já estavam empregados estão conseguindo, cada vez mais, novos espaços, independência nas empresas e novas responsabilidades e atribuições. E o que é mais interessante, alguns deles estão com ações empreendedoras”, relata Alan.
“Hoje, temos um secretário que ainda continua com funções de atendimento, de cuidar de documentos, entre outras funções, mas a isso se acrescentou uma independência e uma responsabilidade maior com outras funções. Se antes ele cuidava da organização de arquivos, hoje ele é responsável pela gestão documental na empresa. Se antigamente ele fazia um atendimento telefônico e uma recepção, hoje, ele faz o atendimento do público na empresa, além de todo um trabalho de fidelização e de marketing. E citando mais um exemplo, se antes ele participava apenas da execução de eventos e da sua organização, hoje ele já elabora projetos e planos para esses eventos, os executa, acompanha e faz a sua avaliação”, conclui Alan.
Fonte: Secretária Executiva: profissional essencial no atual mercado de trabalho – Guia das Profissões - Jornal Carreira e Sucesso
Com formação em secretariado executivo e pós-graduação em gestão de negócios, Maria Aparecida Fabri é secretária executiva da Pado, empresa de construção civil, e considera essencial o seu papel na empresa, já que faz a ponte entre o executivo e clientes internos e externos, além de outras funções essenciais. “Hoje, faço assessoramento direto ao diretor, presidente e aos conselheiros da empresa e coordeno as suas atividades diariamente. Além disso, faço relatórios, controle de pagamentos, administração de funcionários da residência e motoristas, bem como a coordenação de encontros e viagens e da secretaria da empresa”, afirma Fabri.
Regulamentada pela lei 7.377 de 1985 e atualizada pela lei 9.261 de 1996, a profissão de secretariado executivo ainda é considerada nova e muitas pessoas a desconhecem. “Pelo fato de ser nova, a federação nacional dos secretários e secretárias, junto com os sindicatos estaduais das secretárias, está lutando com um projeto em trâmite no Congresso Nacional e ainda analisado pelo Ministério do Trabalho, para a criação dos conselhos regionais de secretariado, que seriam os órgãos com a missão de fiscalizar a atuação desses profissionais”, relata Alan, “hoje, apesar das empresas mais sérias darem preferência aos secretários executivos formados na área, ainda enfrentamos alguns problemas com aquelas pessoas sem formação que acabam tirando as vagas dos bacharelados”.
17:09
Daniela Rocha Almeida
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